O ADEUS À DONA ALAÍDE DE “BATATINHA”: SERVIÇOS PRESTADOS NA EDUCAÇÃO, NA EVANGELIZAÇÃO E NA COMUNIDADE DE JANAÚBA

  • Ela não resistiu após ter sido picada por diversas abelhas

 

Imagens álbum de família

Maria Alaíde Ferreira Guimarães.

 

JANAÚBA (por Oliveira Júnior) – Madrugada do último domingo, dia 7 de março de 2021, veio a mensagem que entristeceu a família e a comunidade: Maria Alaíde Ferreira Guimarães não resistiu e deu o último suspiro. Isso foi menos de 12 horas após ter sido internada às pressas no Hospital Regional de Janaúba. Ela foi gravemente afetada pelo enxame de abelhas que estava na rede de energia elétrica em frente à sua residência.

Tarde de sábado, dona Alaíde estava em casa e ao ir à porta foi surpreendida por diversas abelhas. Ela e os familiares tentaram se esconder, mas não teve jeito. A cena também foi protagonizada por outras pessoas próximas, inclusive crianças, que também foram encaminhadas para o pronto socorro. Uma situação complicada e desesperadora.

Moradora há mais de 50 anos na rua Francisco Sá, a octogenária Alaíde demonstrava alegria horas antes de ser picada por diversas abelhas. Não se sabe a motivação que espantou o enxame de abelhas e afetou a família Guimarães e vizinhos. Dona Alaíde nutria esperança de vida e isso foi evidenciado na sexta-feira, dia 5, ocasião em que era havia sido imunizada contra o novo coronavírus.

“Não senti nada, nem a ‘picada’ da agulha senti”, comentou dona Alaíde momento em que era vacinada contra a Covid-19 e tendo esse momento de imunização sido registrado pela filha, a professora Sandra. No entanto, no dia seguinte, a janaubense teve maior parte do corpo picado por abelhas e horas depois não resistiu.

Ela aguardava ansiosa para receber a primeira dose da vacina e ao chegar a sua vez de se proteger contra esse vírus que fez a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretar pandemia no Brasil e em outros países, Alaíde se dizia feliz em ter sido imunizada. Esse semblante de Alaíde alegre e esperançosa é a mensagem imortalizada dessa cidadã que nos deixa o legado da persistência, do carinho e da disponibilidade em contribuir pelo bem da família e a comunidade.

Viúva do empreendedor José Maria Guimarães, o saudoso “Batatinha”, dona Alaíde foi guerreira e determinada em prosseguir a missão atribuída a ela e ao companheiro “Batatinha”: cuidar da família e servir à coletividade. Os braços, nos quais segurou e carregou por muito tempo os filhos, de dona Alaíde foram também suporte na prestação de serviço na área educacional. Funcionária do Colégio Estadual (EEMAA), Alaíde exerceu ali o seu mister em oferecer um ambiente limpo e agradável aos professores e alunos. Em casa, convivia com as filhas Maria e Sandra aprimorando os conhecimentos e exercendo a missão de educadoras.

Missão cumprida no serviço o que lhe proporcionou o descanso das atividades laborais, dona Alaíde não se aquietou. Desempenhou ações voluntárias no âmbito comunitário e na evangelização. Carregava consigo a fé e sempre acreditava em momento positivo para as famílias e para a cidade que a acolheu por muito tempo. Aqui, no solo gorutubano, criou os filhos Maria, Renato, Heloísa, Sandra, Murilo e o saudoso Sérgio.

O semblante alegre de dona Alaíde, registrado na sexta-feira quando era vacinada, é o símbolo da mulher de fibra que se encantava com os filhos, netos e demais familiares. A alegria da cidadã que estava atenta ao que acontecia na cidade. A alegria da vizinha Alaíde, personagem inesquecível do bairro “Tamburil” (Nova Esperança) que juntos a outros personagens, que já partiram eternamente, nos deixa saudade e nos faz proferir eterna gratidão.

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