NORTE DE MINAS RECEBE PELA PRIMEIRA VEZ O CURSO DE SANGRADOR DE SERINGUEIRA

  • Curso foi realizado pelo Sindicato Rural de Janaúba e Senar Minas em área de Nova Porteirinha 
  • Mulheres foram a maioria na turma de capacitação sobre sangria de seringueira 
  • Produtor cultiva no Vale do Gorutuba a seringueira com café e já planeja plantar cacau consorciado com seringueira 
Foto Oliveira Júnior
Adriele foi uma das participantes do inédito curso no Norte de Minas sobre sangria de seringueira em Janaúba.
Imagem Oliveira Júnior
Extração de látex em seringueira em Janaúba no Norte de Minas.

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Maciel Fernandes Souza no curso sobre sangria de seringueiras em Janaúba.

NOVA PORTEIRINHA (por Oliveira Júnior e Cecília Oliveira) – Serigueira e café sendo cultivados no Vale do Gorutuba. Isso já é realidade e, inclusive, os trabalhadores estão sendo capacitados para lidar com essa iniciativa do fruticultor Geraldo Pereira da Silva, de Janaúba. A coragem e ousadia dele foi em 2013 ao disponibilizar 8,5 hectares da propriedade agrícola em Nova Porteirinha para o plantio de seringueira consorciado com café. Desta produção já colheu frutos.
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Apoliana de Jesus no curso sobre sangria de seringueiras em Janaúba.

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Ascânio Oliveira instrutor do curso de seringueiro em Janaúba no Norte de Minas.

Segundo ele, já foram feitas 2 colheitas de café e agora vai fazer a primeira sangria das seringueiras. Entretanto, segundo o produtor Geraldo, a colheita já deveria ter sido feita no início deste ano, porém a falta de mão de obra especializada e suporte técnico, prejudicou o início da colheita.
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Turma do primeiro curso no Norte de Minas de sangrador de seringueira. Capacitação foi na região de Janaúba. 
Foto Oliveira Júnior
Participação feminina foi maior no primeiro curso no Norte de Minas de sangrador de seringueira. Capacitação foi na região de Janaúba.

Para capacitar a mão de obra da colheita, de 18 a 22 de novembro, o Sistema Faemg/Senar Minas em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais de Janaúba realizou nos municípios de Janaúba e de Nova Porteirinha o curso de “Seringueiro/Sangrador”, ministrado pelo instrutor Ascânio Oliveira.
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É um trabalho adequado para as mulheres, pois exige sensibilidade e delicadeza nas mãos, para cortar apenas a quantidade certa da casca. 
Foto Oliveira Júnior
Maciel Fernandes dos Santos conhecia a seringueira em São Paula, jamais imaginou que faria a extração do látex no Norte de Minas.

Maciel Fernandes dos Santos havia visto seringueiras no estado de São Paulo e não imagina que um dia estaria extraindo látex de seringueira no Norte de Minas. Funcionário da área agrícola onde o fruticultor Geraldo Pereira plantou as seringueiras, Maciel entende que o curso promovido pelo Sindicato Rural de Janaúba e Senar Minas foi de grande importância, pois assim ele foi instruído de como marcar as árvores e retirar o látex.
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Ascânio Oliveira, engenheiro florestal e instrutor do Senar Minas: nova opção de cultura e oportunidade de trabalho.   
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Apoliana de Jesus é agricultora na área de hortaliças e verduras e se interessou na capacitação sobre sangria de seringueira por ser um mercador promissor na região.

A sangria é a etapa mais importante da produção da seringueira, uma vez que se trata da extração do látex, matéria prima para todos os produtos derivados da borracha.  Segundo especialistas, o maior desafio para a expansão das lavouras de seringueiras no Brasil é a falta de mão de obra qualificada. Mas, para incentivar o setor da borracha, surgem cursos e treinamentos para capacitação de mão de obra. Esse treinamento oferecido pelo Sistema Faemg/Senar Minas e Sindicato Rural de Janaúba tem o objetivo de auxiliar os produtores rurais, com todo o suporte técnico.
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A pequena produtora Apoliana Crisonia de Jesus foi uma das participantes do curso. Acostumada ao cultivo de hortaliças e verduras, Poly, como é chamada, não pensou duas vezes em obter a qualificação na função de seringueira. O detalhe é que mais da metade dos alunos do curso foi composta de mulheres. Para Poly essa capacitação trará benefícios, pois existe a possibilidade da contratação de mão de obra especializada e, com isso, ela poderá aumentar a renda da família.
Fotos Oliveira Júnior

Sobre o cultivo da Seringueira aqui na região, segundo o instrutor do Senar está sendo uma surpresa, “visto que os especialistas em heveicultura consideram a região inapropriada para o cultivo, devido, principalmente ao déficit hídrico local. No entanto a irrigação vem suprindo esta deficiência e o estágio atual da lavoura comprova a sua viabilidade”.
O cultivo da seringueira está só começando na região, mas já está oferecendo boas perspectivas para o produtor ampliar o seu plantio, que segundo Geraldo, será realizado consorciado com o cacau. “Pesquisa para avaliar esta viabilidade já está em andamento no campi da Unimontes em Janaúba, onde foram alcançados excelentes resultados”.
Fotos Oliveira Júnior

Conforme Geraldo, uma das grandes vantagens do cultivo da seringueira, é que a exploração econômica dura um longo período, pois, o ciclo de vida da planta é mais de 100 anos. Além da adaptabilidade do plantio irrigado da seringueira consorciada com o café e cacau. A atividade pode ser vantajosa, aumentando os ganhos, com a exploração econômica dos dois produtos ao mesmo tempo. E ainda ser vendido na própria indústria sem passar por atravessadores, por causa da sua temporalidade. “ O que não acontece com as frutas, que temos que vender com urgência, nos sujeitando a ficar na mão de atravessadores”.
Qualificação de mão de obra
Para o instrutor do Senar Ascânio Oliveira, o trabalho do seringueiro é muito gratificante, tanto pelas condições do trabalho, que não exige grandes esforços físicos, como pela renda obtida. É um trabalho adequado para as mulheres, pois exige sensibilidade e delicadeza nas mãos, para cortar apenas a quantidade certa da casca, atingindo os vasos condutores do látex e deixando uma pele fina protegendo a madeira, permitindo assim a regeneração de nova casca.
Fotos Oliveira Júnior

Também a renda obtida pelos seringueiros é superior a outras atividades da área rural que não exigem formação técnica. Um Seringueiro ganha em média R$ 1.200,00 no mercado de trabalho brasileiro para uma jornada de trabalho de 44 horas semanais.
Curiosidades sobre a produção de látex
Apesar de ser uma espécie brasileira, hoje os maiores produtores mundiais de borracha natural são países asiáticos, como Tailândia, Malásia, Indonésia e outros mais. O Brasil foi grande produtor de borracha natural até a segunda Guerra mundial, quando os países asiáticos passaram a dominar este mercado.
Fotos Oliveira Júnior

No final do século XIX os ingleses levaram sementes da seringueira para Londres e de lá enviaram as mudas obtidas para suas colônias da Ásia. Inclusive hoje, importamos mais de 60% da borracha natural consumida aqui destes países, além de nos fornecer tecnologia sobre seu cultivo.
A borracha era produzida no Amazonas em seringais nativos e nos anos cinquenta seu cultivo foi introduzido no estado de São Paulo, hoje o maior produtor brasileiro. Em Minas Gerais a seringueira é cultivada, principalmente no Triângulo Mineiro e também na Zona da Mata e Sul de Minas. (Fonte: Ascom Senar Minas)

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