SUFOCADAS PELA DOR E POBREZA, FAMÍLIAS DAS VÍTIMAS DO MASSACRE EM JANAÚBA TENTAM RECONSTRUIR A VIDA

Foto Luiz Ribeiro


Cássia de Jesus, que perdeu o caçula, cria sozinha Matheus (E), de 7 anos, João Paulo, de 9, além da mais velha, de 13: muitas contas para pouco dinheiro.
JANAÚBA (por Luiz Ribeiro) – Cássia Medeiros de Jesus, de 32 anos, é uma das faces dessa soma de dificuldades. “Não estou conseguindo dormir. A casa ficou muito ruim sem a minha Lindinha”, diz a mãe de Yasmin Medeiros Salvino, de 4 anos, uma das vítimas do ataque à creche, que morreu na Santa Casa de Montes Claros no dia seguinte ao incêndio.
As crianças são filhas de pais diferentes, mas a mãe as cria sozinha. Mora com as três em barracão cedido pela mãe dela, de quatro cômodos, em um beco sem asfalto do bairro Rio Novo. É lá, debaixo do calor potencializado pelo telhado de amianto sem forro
Desempregada há dois anos, Cássia aponta um calhamaço de contas de luz e água que se acumulam há meses, somando cerca de R$ 400 em uma dívida que ela nem sonha como vai pagar.
também deve a duas farmácias um total de R$ 370, dinheiro referente a remédios comprados para tratar das infecções de garganta da pequena.
Além da dor de mãe, ela sabe que a morte trágica da filha vai pesar em sua vida também do ponto de vista financeiro. “Eu recebia R$ 360 de pensão da Yasmin”, conta ela – apesar de acrescentar que o pai da menina, que vive em Pedro Leopoldo com outra família, até a semana passada não tinha enviado o dinheiro referente a setembro. (Fonte: jornal Estado de Minas e portal Uai)

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