PARA SEGUIR DA MANEIRA ATUAL, FUNDAJAN TEM QUE CONTINUAR “DANDO CALOTE”, EXPLICOU DIRETOR

No ano passado, Fundajan recebeu R$ 11 milhões e gastou R$ 13 milhões

Fundajan acumula prejuízo mensal de R$ 170 mil com o hospital e a maternidade


CAUSAS DA CRISE: Tabela do SUS defasada há 18 anos; gestões que não avançaram e quase R$ 4 milhões a receber do governo estadual e das prefeituras

JANAÚBA (por Oliveira Júnior) – Mais de R$ 2 milhões devendo. Esse foi o saldo negativo das finanças da Fundação de Assistência Social de Janaúba (Fundajan), mantenedora da maternidade, em 2016. Esses dados foram divulgados pelo diretor tesoureiro da entidade, Dênio Pinheiro de Carvalho. Foram déficits mensais em torno de R$ 170 mil, no ano passado. E hoje a dívida mensal aumenta em R$ 240 mil.
Foto Oliveira Júnior
Dênio Pinheiro, tesoureiro da Fundajan: “Não queremos voltar aqui, em dois meses, e entregar a chave do hospital fechado”.
Para o tesoureiro e com base na atual conjetura econômica enfrentada pela fundação, a forma de sobrevivência do hospital e maternidade da Fundajan é continuar “dando calote”. Segundo ele, essa situação foi expressa aos funcionários que, na concepção do tesoureiro, são os maiores credores, principalmente pelo fato de que até a presente data, 19 de junho, não receberam o 13º salário do ano passado. “Infelizmente, estamos dando calote em boa parte da população de Janaúba”, frisou Dênio Pinheiro ao prestar esclarecimento na reunião dos vereadores.
Em 2016, a receita da Fundajan foi de R$ 11.371.597,01, em contrapartida, a despesa atingiu a cifra de R$ 13.405.527,79. A atual diretoria assumiu a fundação há dois meses e na apresentação o diretor tesoureiro Dênio Pinheiro explicou que essa dívida origina principalmente em decorrência de três causas: a defasagem da tabela Sistema Únicos de Saúde (SUS) que há 18 anos não é reajustada, inadimplemento de Estado e municípios. Conforme a diretoria, os municípios da região da Serra Geral de Minas devem mais de R$ 2 milhões à Fundajan e o Estado de Minas Gerais quase R$ 2 milhões também. Outra causa apontada pela inadimplência da Fundação é com relação à gestão. 

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